30 junho 2008

voltar




Este fds voltei. A Sagres, ao parque de campismo, à Cordoama, à Tasca do Careca, à praia do Amado. Às conversas à beira-mar, às análises infinitas de nós próprias e daquilo que fizemos, que não fizemos e que vamos fazer. Às minhas tourinhas :) e a uma parte de mim que preciso muito de viver.

Também fiz amigos novos... espero ver-vos de novo em breve!

Agora só me falta voltar às ondas.

E M, desejo.te toda a felicidade do mundo, que vais embarcar numa aventura difícil, porra. Acredita. Mas vale a pena. Vais ter que ter tomates miúda!

Adoro-vos!

10 dezembro 2007

carneirinhos

- mamãaaaaaaaaaaaaã!
- mas ainda não estás a dormir?!...
- não consigo dormir...
- se não fechares os olhos, não vais conseguir adormecer.
- não consigo, já tentei!
- tenta outra vez, vá.
- qual é o último número de todos?
?!
- não existe o último número, há sempre mais um...
- olha, eu já tentei fechar os olhos 109 VEZES!
- então tens que tentar 110 vezes!
pausa--suspiro
- não sabia que havia o 110...

07 novembro 2007

apetece-me assim muito,

mas mesmo muito ver este filme outra vez, desde há uns dias para cá.

hora de ponta

O senhor que costumava estar na Av do Restelo (ao fim da tarde) e no Saldanha (ao princípio da noite) a dizer adeus aos carros que passavam, passou por mim hoje ao fim do dia, perto do Corte Inglês. Já é a segunda vez. Não estava vestido com o seu fato de veludo preto, nem parecia tão aloof como costumava ser. Até tinha um ar normal, apressado a atravessar a rua, de pasta na mão.
Sempre me interroguei se o homem não estaria a fazer uma performance. E sempre me intrigou o facto de NUNCA, nunquinha, ter acenado para o meu carro, apesar de eu lhe dirigir sorrisos e até lhe ter acenado algumas vezes. Foda-se, é que o homem dizia adeus a todos os carros que passavam antes e depois do meu! Também não sei como conseguia estar no Restelo e passado pouco tempo no Saldanha, em plena hora de ponta.
Mistérios lisboetas.
Mas pronto, tinha saudades da personagem - ou se calhar, tenho saudades desse tempo em que passava ali todos os dias :) - e hoje estive quase para o chamar e perguntar o que tem feito, e se não gosta de Opeis Agila azuis.

06 novembro 2007

esta vida de mãe, designer, estudante e professora está a querer dar cabo de mim...

mas não vai :)

Hoje li, no blog da C, um post em que ela falava de como é difícil ligar e desligar os botões ao longo do dia. É bem verdade!

Hoje fui:
Mãe entre as 8 e as 9.15 - dar pequeno-almoço, vestir, fazer lavar os dentes, vestir o casaco, entrar no elevador e depois no carro (sempre com inumeras negociações para cada uma destas coisas) e finalmente deixar na escola.
Designer maravilha entre as 9.30 e as 14 - inclui ouvir muitas opiniões descabidas, sugestões absurdas e pedidos impossíveis (a todas estas coisas, é indispensável prestar a menor atenção possível)
Estudante entre as 15 e as 17.30 - uuuuufffffff mais um texto para decifrar
Mãe outra vez entre as 18 e as 22 - o turno da tarde é mais comprido mas menos stressante, porque inclui cerca de uma hora de desenhos animados. Enquanto isso, há que tirar roupa que estava a secar, fazer sopa. Lanchar porque estou esganada de fome. Ler correio. Fazer o resto do jantar, pôr mesa, convencer pequena criatura a tomar banho, sob pena de ir directo para a cama a seguir ao jantar. Jantar - longa e dificultada tarefa pelas mais variadas (tentativas de) birras. Vá-se lá saber porquê, esta é a hora do dia em que toda a gente que conheço se lembra de me ligar. Já aprendi a ignorar completamente o telefone, portanto o bicho toca continuamente e contribui para o stress.A seguir é a hora de brincar. 30 minutos. lavar dentes e finalmente.... caaaaamaaaaa.
Designer super maravilha entre as 22 e a 1. Já está entregue. Mas agora, claro, não consigo desligar o botão. A minha cabeça está a mil.
E depois de escrever isto, está a 1200.
Se calhar devia aproveitar para escrever alguma coisa para um trabalho...

23 outubro 2007

G R A N D E



Para fechar os olhos e voar, ou simplesmente quando preciso de chorar um bocadinho.

18 outubro 2007

querida s,

não quero que fiques deprimida quando lês o meu blog! Portanto, aqui vai uma dose de pragmatismo e pensamento estratégico como só se tem aos 3 anos e meio.

- Onde vamos, à natação?
- Sim
- MAS EU NÃO QUERO! Já fui muitas vezes, TOU FARTO!
- Então mas tu não queres ser um campeão?... Para seres campeão tens que treinar muito, e não podes ficar farto!...

pausa...

- Está bem. Mas vou só até ser campeão, depois não vou mais!

16 outubro 2007

trova do vento que passa

Acabei de saber que 50% dos idosos institucionalizados em Portugal são a favor da legalização da eutanásia. Pensei "Mas que progressistas que estão os portugueses!", até aparecer o resto da notícia: entre os idosos institucionalizados, 35% gostariam de ter à sua disposição a hipótese de eutanásia, JÁ.

Para além do número impressionante - não sei quanto, mas sei que Portugal é um dos países europeus com mais idosos a viverem nesta situação - o que me chocou foi o facto de não só estarem dispostos a aceitar a legalização da eutanásia (que eu, já agora, defendo) mas como de a DESEJAREM. É preciso estar muito desesperado, sem perspectivas... e em grande sofrimento.

O que me faz mais uma vez pensar apreensivamente sobre o tipo de sociedade em que nos tornámos, aqui no pequeno rectângulo. Temos idosos deprimidos e com vontade de morrer, crianças com depressão e institucionalizadas - oficialmente e não só - e uma população activa desgastada e atolada em dívidas. Para além disso, 19% dos portugueses estão à beira do limiar da pobreza. Animador, hein?

E se pensarmos que mais uma vez entrou em cena o nosso PSL, desta vez fazendo dupla com o Menezes... está-se mesmo a ver o que vem aí, nas próximas eleições, né? Não prevejo um futuro muito animador.

14 outubro 2007

E desesperante, em igual medida...

quando o faz contra ti.

Estou entalada, furiosa, irritada e prestes a tomar decisões de cabeça quente, das quais espero não vir a arrepender-me mais tarde.

Para ajudar, tenho pela frente uma daquelas semanas de contra-relógio, em que todos os dias terão de ser uma conquista, e em que nada poderá ficar por fazer.

É mesmo caso para dizer... foda-se caralho para esta merda!

03 outubro 2007

é tão incrivelmente BOM

quando o universo conspira a teu favor!

28 setembro 2007

kids on drugs...

O Pedro (nome fictício) tem 10 anos, e uma DDAH - Desordem por Défice de Atenção com Hiperactividade. É seguido em dois hospitais em consultas de pedopsiquiatria, e tem também o acompanhamento semanal de uma psicóloga. Anda na escola, mas passa a maior parte do tempo, nas aulas (principalmente as primeiras da manhã) a dormir, porque está demasiado drogado para conseguir manter-se acordado. Como ele, dezenas de outras crianças na mesma escola tomam diariamente Ritalina e outras drogas, como terapia para situações semelhantes.
Na maioria dos casos os pais, pessoas informadas, preocupadas e responsáveis, acreditam que estão a fazer tudo o que está a ao alcance deles para cuidar e ajudar os filhos a lidarem com uma doença que tem origem biológica - ou seja, não tem a ver com a educação, com o meio - na esperança de que os sintomas se esbatam com o tempo, e que eles se tornem adolescentes e adultos "normais" (se é que tal coisa existe).
Acabei de ouvir esta história agora, à hora de almoço, e a imagem do puto a dormir na aula, completamente drogado, não me sai da cabeça. Procurei um bocado por informação sobre DDAH e encontrei uma (das poucas) página portuguesa, onde li o seguinte:

Adultos informados e conhecedores dos sintomas da DDAH, serão capazes de estruturar os ambientes de tal forma que o comportamento da criança se torne adequado e a criança sinta sucesso. Desta forma, em vez de se esperar que seja apenas a criança a modificar-se é o ambiente onde ela interage que se deve modificar e ajustar por mediação do adulto. Ao adulto compete, ainda, providenciar encorajamento para que os comportamentos adequados se repitam.

Ou seja, a doença não é causada pelo meio, mas a sua evolução ou ou controlo pode ser dependente do meio, ou da mediação feita pelo adulto entre a criança e o ambiente. Será mesmo que todas estas crianças precisam de estar drogadas? Ou devia haver espaços e pessoal formado na escolas, capaz de lidar com estes casos de uma maneira mais... humana?

Nada tenho contra as drogas, muito pelo contrário. Já as usei e continuarei a usar, de uma forma consciente e informada. Mas teria TODA a relutância em drogar um filho, e procuraria todos os meios e alternativas ao meu alcance, e mesmo até para além do meu alcance, para o evitar.

O problema, acho, está no tempo e na disponibilidade. A maioria dos pais, pura e simplesmente, não tem tempo para o ser. Eu própria já estive nessa situação. O trabalho ocupa-nos uma quantidade exagerada de tempo, e a logística fica com o resto. O tempo para brincar, conversar, é uma hora e pouco a seguir ao jantar, quando estamos cansados e com a cabeça em água. De resto, as nossas crianças estão com professores, educadores, auxiliares, empregadas e, os mais afortunados, com os avós. E com dezenas de outras crianças.

Junto ainda a informação que 8 em cada 10 crianças em Portugal necessitam ou irão necessitar de acompanhamente psicológico ou psiquiátrico até à adolescência - isto disse-me o meu médico de família.

27 setembro 2007

não sei se se deve só á eficácia da polícia mas...

já viram como é difícil, ultimamente, arranjar droga de qualidade?

poizé, outra vez o chimpanzé




A mais recente edição do Chimpanzé Intelectual saiu dia 21 com o Público.

O livro "Ficções Científicas e Fantásticas" contém 9 histórias - de Rui Zink, Clara Pinto Correia, Manuel João Vieira, Luísa Costa Gomes, Miguel Vale de Almeida, David Soares, João Barreiros, Luís Filipe Silva e Miguel Neto - que nos transportam bem para fora do real. Como nós gostamos.

Se não compraram no dia 21, ainda o podem fazer - em qualquer quiosque - durante as próximas semanas. Ou então online, na loja do Público.

26 setembro 2007

25 setembro 2007

september

Desde, provavelmente, o meio dos anos 90, que não tinha um setembro assim.
Sempre gostei dos setembros; era o mês de voltar à escola, e eu sempre adorei a escola, com excepção da faculdade :p. Era também o mês em que se comprava roupa nova, em que toda a gente estava gira e bronzeada, em que se voltava para a natação, para o ballet e em que havia livros, lápis, canetas e papel de lustro para estrear.
Tudo isso, que esteve esquecido durante uns anos, voltou em força este ano. O Miguel entrou para uma nova escola, e lá fui eu de lista de material em punho, sem esconder o entusiasmo, ao "regresso às aulas" do continente. Também começou na natação, e no outro dia tive um daqueles "momentos", que foi vê-lo comer o primeiro bolo de arroz a seguir à natação - acreditem, são os melhores, aqueles que se comem à saída da piscina. Nunca mais são iguais :)
Bem, isto para dizer que, para além de uma tremenda continência verbal, que me tem impedido de escrever e publicar, também tenho tido pouco tempo. Fica para outro dia um post sobre o quão heróis são (e têm de ser) os pais, que agora, como diria a minha amiga terepovna, tenho de ir ver a anatomia de grey.

:p

24 setembro 2007

the weight of the world

o meu horóscopo para hoje, segundo www.astro.com:

Today may seem depressing and restrictive. You may want to break out of your rut but find that you cannot, because some barrier is holding you back from going out and being yourself. Other people may seem to get in your way and interfere with what you are doing. Physically and psychologically, your energies are low at this time. You may feel that the weight of the world is too heavy, but you don't expect help because you have not asked for it. However, you have probably made that choice yourself. You reinforce the very circumstances that make you feel lonely and isolated. What you must do is break out of this vicious circle and take a good look at the world and the people around you. Even though you are having some problems with them today, the situation will improve rapidly.

Ok, vou tentar...

07 agosto 2007

The Revolution Will Not Be Televised: Gil Scott Heron

Para os meu leitores que se têm queixado de que este blog anda a ficar muito lamechas, com declarações de amor e afins, aqui fica uma declaração de guerra, para variar. :)
Voltemos à mamadice e à crítica feroz. Com alguma acidez, claro, que me fica tão bem. Com pica.

27 julho 2007

acerca do teu comentario de hoje...

Não foi esta a música que dançamos, mas depeche vai sempre lembrar-me do dia do meu casamento. Tenho pena de não me lembrar de muito - entre a bebedeira, a felicidade, as ganzas que todos queriam que fumassemos, os cumprimentos e o protocolo - mas lembro-me de termos dançado os dois, lembro-me do brilho nos teus olhos, do empregado ter entornado um bocado de carne cheio de molho no meu vestido, das luzes, das velas e das caras das pessoas.

Naquele dia, a outra música traduzia o que estavamos a viver um com o outro. Hoje enquanto estou aqui a trabalhar, começa a tocar esta música e acho que se adequa ao lugar onde estamos agora. Depois de um ano atribulado... difícil, cheio e incrivelmente intenso, é bom saber que conseguimos ultrapassar e continuamos juntos. Espero que por muito tempo.

Ainda bem que vamos de férias. Ainda bem que vem aí Agosto e que em Setembro começa um ano novinho em folha para estrear.

luv you

26 julho 2007

nova temporada dos simpsons...



starring dan, terepovna e catioska.

LOL

Se quiserem, também podem fazer um para vocês aqui.

25 julho 2007

ser ou não ser zen

Local - cozinha da Dan
Hora - algures antes do jantar
Intervenientes - Cat e Dan

O momento de lavar a loiça é bastante propício a discussões filosóficas. Senão vejamos.
Explicava eu à minha amiga uma teoria da filosofia hindu, que se baseia numa imagem que ilustra a relação do ser humano com o devir. O homem está de pé, em cima de uma ponte, debaixo da qual corre um rio. O rio que corre é o tal devir - os acontecimentos que passam; o homem está voltado de frente para a corrente, observa a água que vem ao seu encontro, que depois passa por debaixo da ponte e corre para longe. O homem observa, mas permanece intacto, porque se encontra em cima da ponte. O seu ser interior não se altera, e todo o conhecimento provém da observação.
Que bonito, dizia eu.
Então... mas... e se vem um raio ou um tremor de terra e a ponte é destruída? pergunta o pragmatismo americano da Dan. Vais ao banho! Lá se foi o ser intacto! É bom que saibas nadar.
E realmente é verdade. E se alguém vier e abanar a ponte - que eu imagino como sendo daquelas do indiana jones, de corda.
Lá se vai a teoria zen.
Já houve alturas da minha vida em que quase caí da merda da ponte. Outras houve em que me atirei à água de propósito, estava tão apetitosa, e eu cheia de calor.
Já quase me afoguei. Passei algum tempo debaixo de água, mas fui salva por alguém com conhecimentos de reanimação. Estou-lhe eternamente grata.
Entretanto, construí uma ponte, julgo eu que mais sólida, e até agora tem dado resultado. Já há mais gente em cima da ponte, já não estou sozinha. E aguenta-se bem. Venham ventos, venham abanões, venham raios e tremores de terra.
Espero por um momento em que a corrente seja menos forte, e ensino o Miguel a nadar. Assim ele tmbém vai poder estar confiante a olhar para o rio lá em baixo.